Eu já o conhecia mas queira saber mais um pouco sobre ele , obrigado bruno por esta fantástica entrevista!

 

Espero que gostem!

 

 

 

1.      Quem é o Bruno?

Sou um jovem de vinte anos, estou a tirar o curso de Radioterapia na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), pratico natação de competição no Clube Lisnave e em 2010 publiquei o meu livro de estreia, um policial intitulado “O Novo Membro”. Considero-me uma pessoa alegre, lutadora e sonhadora, que adora namorar, passear e conviver com as pessoas que fazem parte da minha vida. 

 

2.      Quando é que começou a sentir o gosto pela escrita?

O gosto pela escrita de livros surgiu quando tinha 14 anos, mas posso dizer que sempre gostei de escrever, embora fossem textos muito mais simples. Por alguma razão, a composição era a minha parte favorita nos testes de Português na escola (risos).

 

3.      Qual é a sua rotina de escrita diária?

A minha vida, felizmente, é bastante preenchida. Tenho a faculdade, a namorada, os treinos de natação, a escrita, a leitura, os amigos e a família. Por esta razão, não posso dizer que tenha uma rotina de escrita (quem me dera poder ter!), porque simplesmente não tenho tempo para tudo todos os dias. Escrevo quando posso, quando a Faculdade mo permite. Talvez daqui a uns anos possa conseguir escrever diariamente, mas por agora é-me impossível.

 

4.      Enquanto autor Português como é que se classificaria? Qual o género literário?

O género literário que escrevo e me define é o Romance Policial, ou o Thriller.

 

5.      Onde vai buscar ideias para criar as suas histórias?

Boa pergunta! Quem me dera saber responder (risos). As ideias às vezes surgem-me do nada, quando estou a andar de bicicleta, ou na cama à noite, quando estou na fase do adormece, não adormece, mas já tive uma ideia muito boa que me apareceu na faculdade, oferecida numa bandeja. Claro que depois tive de a desenvolver bastante, mas foi lá que surgiu. Maioritariamente, as ideias surgem-me de forma inesperada, mas claro que também surgem quando começo a pensar propositadamente no enredo do livro em que estiver a trabalhar. Por isso é que considero que escrever um livro é uma aventura. Nunca sei o que poderá surgir a seguir, e isso é óptimo, porque surpreendo-me a mim mesmo constantemente.

 

6.      Sei que está a tirar uma licenciatura em Radioterapia. Qual foi a motivação que o levou a enveredar por este curso?

Pergunta interessantíssima e também inesperada. A escolha do curso de Radioterapia não foi feita por acaso. Por trás dessa escolha está uma razão muito pessoal e sensível, que quem me conhece bem saberá de antemão, que é a seguinte: quando eu tinha 14 anos atravessei uma fase bastante complicada da minha vida, a pior que passei e que alguma vez passarei, que culminou com o falecimento da minha mãe. Como deves calcular, para um miúdo de 14 anos como eu era, perder a mãe tão cedo foi demasiado duro. Sem me querer alongar muito, a minha mãe morreu devido a um cancro, que era bastante raro. A dor que senti foi de tal forma destruidora e agoniante que desejei, no futuro, poder ajudar da melhor forma as pessoas que passam pela Oncologia, sejam eles os próprios doentes ou apenas os familiares, e tentar evitar que mais pessoas sofram pelo que eu sofri. Sinceramente, nem à pior pessoa do mundo desejaria tal sofrimento. Por isso, assim que vi o curso Radioterapia na lista soube de imediato que era isso que queria fazer, uma vez que se trata de uma forma de tratamento do cancro, neste caso utilizando a radiação. Além disso, o facto de se tratar de uma área da Oncologia cada vez mais em foco e em evolução fez aumentar ainda mais o meu interesse. Posso não ser o aluno com a melhor média, mas tenho a certeza de que serei o que irá tratar os doentes da forma mais respeitosa e carinhosa, porque era assim que desejaria que a minha mãe tivesse sido tratada quando mais necessitou…

 

7.      A prática de natação requer muito empenho e entrega. Como consegue conciliar todas as actividades que faz?

É muito complicado, mas o segredo está em atribuir prioridades. A minha prioridade principal é a faculdade, pelo que as restantes actividades são geridas consoante o tempo livre que o curso me proporcione. Até iniciar o 3º ano do curso, consegui conciliar relativamente bem os treinos com as aulas, mas este ano o grau de exigência do curso aumentou, o que aliado a um péssimo horário não me permitiu treinar com a frequência que desejava. Custa-me ficar imenso tempo sem ir treinar porque o Clube Lisnave é como uma casa para mim (ando lá desde os meus 6 anos, e na competição desde os 12). Adoro as pessoas que o constituem e tenho pena de estar tão ausente actualmente, porque faz-me falta conviver com as pessoas que marcaram bastante a minha vida. No entanto, sempre que não posso treinar vou dar uma corridinha, o que também exige igualmente flexibilidade no meu horário, embora seja uma actividade que possa realizar quando quiser. O importante é praticar desporto com regularidade, algo que adoro muito.

 

8.      Qual foi o livro que o marcou aos 14 anos, uma vez que foi aqui que começou o gosto pela escrita?

O livro que me marcou foi o Eragon, do Christopher Paolini. Este livro pertencia a uma colecção chamada Jovens Talentos, e no final desse livro os editores tinham colocado um desafio para os jovens portugueses que tivessem escrito um livro, que consistia em enviarem-no para a respectiva editora a fim de ser analisado. Foi este desafio que despertou o bicho da escrita no meu interior e me trouxe até aqui. Embora não façam a mínima ideia, estou-lhes bastante grato por isso.

 

9.      Qual foi a sensação de ver o seu primeiro livro publicado?

Foi muito especial. Foi dos momentos mais importantes da minha vida, porque marcou o início de uma nova Era na minha vida. Tal como todos os escritores, também considero os meus livros os meus meninos, e vê-los publicados é quase como ser pai. Foi uma sensação indescritível e que só ficou completa porque o momento em que vi o livro pela primeira vez foi partilhado com a minha namorada e com a minha irmã. O apoio da minha família e amigos tem sido fundamental para que este meu sonho se tornasse em algo tangível e em algo com futuro. A minha forma de lhes agradecer e de os compensar é escrever cada vez melhor, para sentirem que a ajuda que me dão vale muito a pena, porque, de facto, vale bastante.

 

10.  Que novidades nos vai oferecer num futuro próximo?

Não sei o que o futuro me reserva, posso ter surpresas ainda até final do ano. Eu e a Carina trabalhámos imenso e aproveitámos sempre o tempo para irmos revendo o livro aos poucos. Neste momento tenho uma pessoa de confiança a lê-lo e que é parte integrante do processo de revisão. Estou muito confiante com este próximo livro, que sei que surpreenderá os meus leitores pela positiva. Estou ansioso para o publicar, mas terei de ter paciência e fazer tudo a seu tempo, porque só assim as coisas me poderão correr bem. Prometo muito trabalho e empenho para os meus leitores, e espero que me sigam no meu blogue ou no Facebook, de modo a ficarem a par das novidades, que tentarei transmitir no momento para que façam parte desta minha aventura.

 

11.  O que nos podes contar sobre o teu próximo livro?

Segundo o feedback que tenho recebido da parte de quem me está a apoiar na revisão, é notória uma evolução tanto na escrita como a nível da própria estrutura do livro, o que sei que será uma óptima e agradável surpresa para os meus leitores. Neste livro mantenho as personagens centrais do livro anterior, mas exploro mais aprofundadamente as suas vidas, incluindo um segredo que a personagem principal, Rodrigo, foi escondendo dos colegas. Ainda que as personagens principais sejam as mesmas, os detectives deparam-se com um caso completamente diferente e, por isso, pode ser lido independentemente d’ “O Novo Membro”, apesar de existirem algumas ligações interessantes entre ambos e que aumentarão o agrado a quem o leu previamente. Quem não o leu, irá perceber essas ligações na mesma, uma vez que são mais a nível pessoal das personagens e porque escrevi este segundo livro de maneira a que possa ser lido independentemente do primeiro. De resto, posso dizer que aparece uma personagem que vai dar que falar e, se quiserem saber mais, é ler o livro quando ele sair!

Add comment