Daisy é diretora do hotel rural do seu pai. Viúva há ano, não que esteja a sofrer pela morte do seu marido, o casamento já tinha terminado. Com a morte deste ainda ficou a saber o quanto foi enganada, o quanto lhe mentiu. Situação que a deixou em alerta, apostando sempre no seguro e prefere não arriscar.

Dev Tyzac é um ex-jogador de rugby, é tudo o que Daisy quer evitar. Bonito, interessante e seguro de si. Conhecem-se numa cena hilariante, aquelas que a autora nos tem habituado. Dev sente se de imediato intrigado pela gerente, que se encontra sempre na defensiva.

Existem as personagens paralelas que vão dando vida à história. Barney um rapaz solitário que quer conhecer Daisy, porque ela lhe salvou a vida. E que dia que se conhecem acaba por se tornar porteiro do hotel Rural. Tara a melhor amiga da Daisy infeliz no amor, que sempre foi abandonada. Dominic que no dia do seu casamento é apanhado em flagrante. Arthur o pai de daisy que tem um romance (se é que se pode chamar romance) secreto com Maggie.
Ainda existe Mel, que fica para vocês descobrirem quem é quando lerem o livro.

 

É impossível não gostar dos enredos criados pela autora. Diversificados, surpreendentes e hilariantes, que nos levam sempre a dar uma boa gargalhada.
Nos seus livros sabemos que vamos sempre encontrar histórias paralelas, personagens que se encontram a meio e acabam por terminar juntas. Uma história sempre cheia de peripécias e muito divertidas.


Com estas personagens diversificadas, cada uma com a sua particularidade a autora constrói um enredo que requer uma grande imaginação. Cria a sensação que as personagens se conhecem, ou se cruzam por acaso. O que nos leva a pensar na nossa vida, quantas pessoas cruzamos e que de uma forma ou outra ficou, marcou a nossa vida. Porque afinal a vida é feita de acasos …


As personagens são comuns, não são perfeitas. Bem pelo contrário cometem erros, têm particularidades de que gostamos mais ou menos. Estão tão bem caracterizadas que nos identificamos ou nos fazem lembrar alguém, facto que nos aproxima delas.

Mas como sempre é impossível não deixar de comparar os enredos e as personagens com o nosso dia-a-dia. Os conflitos, as situações, amores, ciúme. Sem dúvida uma descrição da realidade.
Entre gargalhadas e uma história a um ritmo alucinante, onde não há tempos mortos Jill Mansell transmite a ideia que por vezes temos de ter mais fé em nós e que devemos arriscar. E só porque já sofremos um dia, não vale a pena ficar na zona de conforto. Há que dar mais uma oportunidade à vida, arriscar e pode ser que tenhamos uma agradável surpresa.


Irresistível e encantador. Desperta em nós sentimentos que por vezes julgamos adormecidos.
 

 

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